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TRABALHAR E MORAR NA EUROPA: NOMADES DIGITAIS

Atualizado: Ago 5



Nômades Digitais são profissionais que exercem os seus serviços de forma autônoma e por via remota, trabalhando por projetos, desenvolvimento tecnológico de alta qualidade e/ou consultorias na área de mídia, gestão de redes sociais e marketing.


A busca desses profissionais são melhores condições de vida com a facilidade de poder trabalhar de qualquer lugar do mundo.


“Como morar legalmente em países da Europa, mais precisamente em Portugal? Quais são os tipos de vistos e por quanto tempo posso ficar em países europeus?”


Essas são questões que vou te responder neste artigo.


Pegue um café e boa leitura!


O que é um nômade digital?


Como disse acima, são profissionais que prestam seus serviços de maneira autônoma e trabalham remotamente.


Nômades digitais já existiam, mas somente com o cenário trazido pela pandemia covid-19 que deu outra relevância para o home office e para as formas de prestar serviços que hoje adaptaram-se para ser, majoritariamente, de forma remota.


Apesar de ser um contexto inovador e por vezes desafiador para muitas pessoas e empresas, para esses profissionais que já estavam habituados a trabalhar sem uma estrutura física como de um escritório, tudo continuou normalmente.


Muitas vezes chamados de “profissionais do futuro”, os nômades digitais representam um significativo grupo de produção intelectual altamente qualificada, pois continuam contribuindo para o crescimento da empresa, sem precisar sequer estar na empresa todos os dias.


Essas são algumas das profissões mais conhecidas pela quantidade de profissionais que trabalham de maneira independente e remota:

  • Engenheiros

  • Profissionais de Tecnologia da Informação

  • Desenvolvedores de Software

  • Marketing Digital

  • Entre outros.

Por essas razões a global mobility atinge esses profissionais de grande motor de desenvolvimento e migração qualificada para regiões de baixa densidade ou pouco exploradas por buscarem melhor qualidade de vida independente da distância geográfica com a empresa.


VERDADES E MITOS: TRABALHO REMOTO E MORAR NA EUROPA

A maior questão dos digital nomads gira em torno de quais as possibilidades que teriam de permanecer em determinado país europeu para além dos três meses de turismo usuais.


Isso porque, a maioria dos guias para nômades digitais têm a indicação de que os interessados só podem permanecer três meses, para fins de turismo, e transitar de forma limitada entre os países do Espaço Shengen e fora da UE.


Por isso, esse texto visa mudar o paradigma dos interessados e desmitificar algumas lendas que forçam profissionais altamente qualificados a viverem de mochilas nas costas.


Primeiramente, cumpre lembrar que na União Europeia as fronteiras do Espaço Schengen têm o mesmo regime de controle, logo, se não for nacional na U.E ou do Espaço Económico Europeu, antes de viajar para determinado país do grupo o estrangeiro deverá solicitar visto ainda no seu país de origem se pretende permanecer por mais de 3 meses.


Lembrando que os brasileiros têm a chamada “dispensa de visto” para o Espaço Shengen se tiverem o interesse de permanecer até noventa dias, cabendo o pedido de visto se for do interesse do viajante ficar prazo superior ou, até mesmo, prorrogar a permanência já no país europeu.


Por outro lado, saiba que se é familiar de europeu ou de nacional do Espaço Económico Europeu, também terá maiores facilidades de circulação e fixação de residência com dispensa de visto. Por isso, vale a pena verificar se teria direito a uma Nacionalidade Europeia porque ela seria útil para o acesso a qualquer outro país europeu.


Além disso, quanto à segurança, a União Europeia está em processo de implementação o Sistema Europeu de Informações e Autorização de Viagem (ETIAS).


Essa plataforma foi projetada com um objetivo de fortalecer o controle de fronteiras e manter altos níveis de segurança imigratória em todo o Espaço Schengen, registrando e examinando todos os viajantes isentos de visto, inclusive os brasileiros. Saiba mais aqui.


Entenda que ainda não é obrigatório o registro no ETIAS para viajar, mas, ele será essencial a partir de 2022 onde será requerido para todos os fins de viagem com destino: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Holanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, República Checa, Suécia, Islândia, Liechtenstein, Noruega, Suíça, Mônaco, San Marino, Vaticano.




Como ser um nômade digital e morar na Europa

A maior questão dos nômades digitais gira em torno de quais possibilidades teriam de permanecer em determinado país europeu para além dos três meses de turismo usuais.


A maioria dos guias para nômades digitais indicam que os interessados em morar na Europa só podem permanecer por três meses como turistas e transitar de forma limitada entre os países do Espaço Schengen e fora da União Europeia.


Por isso, vou te ajudar a compreender melhor sobre esse assunto e desmistificar algumas lendas que forçam profissionais altamente qualificados a viverem de mochilas nas costas.


União Europeia e o Espaço Schengen

Primeiramente, vale lembrar que na União Europeia as fronteiras do Espaço Schengen têm o mesmo regime de controle.


Então, se não for nacional na UE ou do Espaço Económico Europeu, antes de viajar para determinado país do grupo, o estrangeiro deverá solicitar visto ainda no seu país de origem se pretende permanecer por mais de 3 meses.


Os brasileiros têm a chamada “dispensa de visto” para o Espaço Schengen se tiverem interesse de permanecer até 90 dias. Caso esse prazo seja superior ou o viajante queira prorrogar a permanência já estando no país europeu, poderá solicitar o pedido de visto.


Se você é familiar de europeu ou de nacional do Espaço Económico Europeu, será mais fácil a circulação e fixação de residência com dispensa de visto. Por isso, vale a pena verificar se você tem nacionalidade europeia, será útil para o acesso a qualquer outro país europeu.


Quanto à segurança, a União Europeia está em processo de implementação do Sistema Europeu de Informações e Autorização de Viagem (ETIAS).


Esta plataforma foi projetada com o objetivo de fortalecer o controle de fronteiras e manter altos níveis de segurança imigratória em todo o Espaço Schengen, registrando e examinando todos os viajantes isentos de visto, inclusive os brasileiros.


Se quiser saber mais, você encontrará outras informações através do site.


Ainda não é obrigatório o registro no ETIAS para viajar, mas, ele será essencial a partir de 2022 onde será requerido para todos os fins de viagem com destino:

  • Alemanha,

  • Áustria,

  • Bélgica

  • Dinamarca

  • Eslováquia

  • Eslovênia

  • Estônia

  • Espanha

  • Finlândia

  • França

  • Grécia

  • Hungria

  • Holanda

  • Itália

  • Letônia

  • Lituânia

  • Luxemburgo

  • Malta

  • Polônia

  • Portugal

  • República Checa

  • Suécia

  • Islândia

  • Liechtenstein

  • Noruega

  • Suíça

  • Mônaco

  • San Marino

  • Vaticano.



2 mitos e 1 verdade sobre trabalhar remotamente na Europa


Há necessidade de ser europeu para trabalhar em profissões de tecnologia na Europa

MITO.

Várias empresas europeias já contratam, até mesmo para trabalho remoto, pessoas de todos os locais do mundo e não há a exigência da nacionalidade europeia. Portugal, por exemplo, criou até um tipo de visto específico para esses profissionais.


Se tiver o interesse de ficar mais de três meses no Espaço Schengen, é preciso passar um tempo no UK ou países externos e voltar

MITO.

É possível, em todos os países europeus, pedir para prolongar o visto de turismo se tiver interesse em permanecer mais tempo em determinado local, devendo comprovar requisitos específicos e variáveis de país para país.


A Europa estimula o trabalho remoto, as cafeterias, co-workings e acesso à espaços com internet confortáveis com o fim de fomentar esse tipo de turismo e visitas.

VERDADE.

São inúmeros os eventos, locais e mesmo a cultura europeia de home office “na rua”.

Além disso, vale mencionar que algumas cidades do interior de Portugal, por exemplo, estão criando mecanismos específicos para os trabalhadores remotos ficarem lá por mais tempo em contato com a boa qualidade de vida que vem dos recursos naturais do interior.


Destinos Europeus para nômades digitais

Os países escandinavos e nórdicos costumam ser os favoritos dos nômades digitais por terem grandes pólos tecnológicos como Finlândia, Suécia, Estónia por perto e apoiar a digitalização dos serviços e desburocratização estatal.


As mudanças no contexto econômico desses locais e os incentivos governamentais em outros países europeus para atrair esse tipo de trabalhador têm mexido bastante com o fluxo migratório desses profissionais


Por isso, Portugal tem sido um dos países com exponencial crescimento de imigrantes da área do desenvolvimento tecnológico em razão de sua qualidade de vida e preços vantajosos.


Fatores que transformam esse país da península ibérica em uma boa opção aos profissionais estrangeiros que podem permanecer na Europa e transitar mais facilmente.


O Plano de Transição Digital de 2021 tem propostas incríveis de investimento e captação de recursos financeiros e humanos com o fim de aumentar a entrada e interesse dos profissionais da área de tecnologia.


Algumas cidades Portuguesas já são famosas nos rankings da Nomad List, distinguidas pela qualidade de vida, facilidade de integração na comunidade local e, claro, segurança com um preço imbatível na Europa.


Se você deseja ir para Portugal para trabalhar na área de tecnologia da informação, são inúmeras as empresas que estão contratando, até mesmo com início remoto, porém o mercado interno não tem recursos suficientes para garantir a demanda.


Por isso, a mão de obra brasileira (e estrangeira) é mais do que bem aceita e frequente nas grandes empresas portuguesas.




Vistos e Documentos necessários

Primeiramente, vou esclarecer questões iniciais quanto aos vistos cabíveis para profissionais independentes nos principais países europeus e seus requisitos principais.


Os procedimentos de visto são similares em todos os países do Espaço Económico Europeu e buscam perceber, principalmente:

  • Se o requerente têm possibilidades de subsistência no país ao qual se candidata

  • Se o requerente tem acesso ou viabilidade de seguro de saúde ou atendimento médico se necessário

  • se o requerente tem possibilidade de garantir o seu alojamento no local visado.

Além disso, é crucial que o passaporte seja válido, atualizado, sem rasuras ou problemas migratórios anteriores como sanções por permanência ilegal, deportações ou irregularidades.


Se você tem interesse em morar na Europa trabalhando remotamente ou como profissional de tecnologia da informação, fale com um profissional habilitado.


Se você não é um nômade digital ou profissional de T.I., mas quer morar na Europa, continue acompanhando o blog, vamos trazer outras opções de vistos profissionais para você.


Te vejo em Portugal!


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